“FAZENDEIRO DE CANA”
Minha terra tem palmeiras? Não.
Minha terra tem engenhocas de rapadura e cachaça
e açúcar marrom, tiqui.
Minha terra tem palmeiras? nho, para o gasto.
Canavial se alastra pela serra do Onça,
vai ao Mutum, ao Sarcundo,
clareia Morro Escuro, Queixadas, Sete Cachoeiras.
Capitão-do-Mato enverdece de cana madura,
tem cheiro de parati do Bananal e no Lava,
no Piçarrão, nas Cobras, no Toco,
no Alegre, na Mumbaça.
Tem rolete de cana chamando para chupar
nas Abóboras, no Quenta-Sol, nas Botas.
Tem cana caiana e cana crioula,
cana-pitu, cana rajada, cana-do-governo
e muitas outras canas de garapas,
e bagaço para os porcos em assembléia grunhidora
diante da moenda
movida gravemente pela junta de bois
de sólida tristeza e resignação.
As fazendas misturam dor e consolo
em caldo verde-garrafa
e sessenta mil-reis de imposto fazendeiro.
INTRODUÇÃO
O mundo está empenhado em encontrar uma solução duradoura para o seu problema energético. A preocupação ambiental se somou à redução dos estoques e à alta dos preços dos combustíveis fósseis, para valorizar as fontes renováveis e menos poluentes de energia.
O setor energético no Brasil vem sofrendo diversas mudanças, como a tentativa de se retomar projetos que levem em conta o meio ambiente e o mercado de trabalho. Tendo-se como referência a Convenção-Quatro das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima, o governo brasileiro tem mostrado interesse em manter e reativar o PROÁLCOOL, dado que o álcool combustível exerce importante papel na estratégia energética para um desenvolvimento sustentado.
As perspectivas de elevação do consumo do álcool se somam a um momento favorável para o aumento das exportações do açúcar, e o resultado é o início de uma onda de crescimento sem precedentes para o setor sucroalcooleiro.
Historicamente a cana-de-açúcar é um dos principais produtos agrícolas do Brasil, sendo cultivada desde a época da colonização. A sua múltipla utilização é de grande importância, podendo ser empregada in natura , sob a forma de forragem, para alimentação animal, ou como matéria prima para a utilização de rapadura, melado, aguardente, açúcar e álcool.
Devido à grandeza dos números do setor sucroalcooleiro no Brasil, não se pode tratar a cana-de-açúcar, apenas como mais um produto, mas sim como o principal tipo de biomassa energética, base para todo o agronegócio sucroalcooleiro, representado por 350 indústrias de açúcar e álcool e 1.000.000 empregos diretos e indiretos em todo o Brasil.

O PROCESSO
Antes da visita à usina de cana-de-açúcar, você deve saber sobre os assuntos gerais especificados na tarefa. Apresentar os resultados da pesquisa na forma escrita e em CD R-W para a professora de Química na data marcada.
Durante a visita, você deve coletar dados para a elaboração de um relatório de campo, tendo como modelo o que será fornecido pelos professores de Português. Os relatórios serão revisados pelos professores de Português.
Em seguida analise as questões propostas.
Defina a sua estratégia de pesquisa e só depois consulte os sites/endereços fornecidos. Seja objetivo, seletivo e criterioso tanto na pesquisa como para responder às questões.

A TAREFA
1ª etapa: Conhecendo o tema.
Assuntos gerais a serem pesquisados:
- Energia renovável;
- Energia não-renovável;
- Octanagem;
- MDL (mecanismo de desenvolvimento limpo);
- Calagem do solo;
- Maturadores químicos;
- Etanol;
- Metanol.
2ª etapa: Visita à usina de cana-de-açúcar
Coleta de dados com os seguintes objetivos:
- Desenvolver a integração: Ambiente, Preservação e Educação, promovendo a cidadania;
- Conhecer os derivados da cana-de-açúcar;
- Conhecer sobre os tratos das lavouras: controle de pragas, adubação, irrigação, carpinagem, etc;
- Conhecer uma Usina de Álcool;
- Reconhecer dentro de uma visão histórica, a ação homem/natureza;
- Reconhecer a importância econômica e social da cana para o Município, para o Estado de São Paulo e Brasil;
- Compreender a mão-de-obra no corte da cana (bóia-fria);
- Analisar etapas da produção de açúcar e impacto ambiental causado por uma Usina;
- Análise dos tipos de solo e vegetação: Mata ciliar, agropecuária, agroindústria, reflorestamento, Mata Atlântica e erosão;
- Conhecer o manejo desta cultura no Município e compará-lo com o de outras regiões do Estado;
- Vivenciar as diferenças básicas entre zona urbana e zona rural, cidade grande e pequena (pluralidade cultural);
- Desenvolver e cultivar o espírito de colaboração e solidariedade com os colegas, professores e com as demais pessoas – educação coletiva;
- Reconhecer a história do Brasil – bandeiras, entradas e monções;
- Analisar etapas de transformação do rio desde São Paulo até Porto Feliz;
- Promover a observação do meio natural e cultural (introdutório);
- Reconhecer dentro de uma visão histórica, os impactos do homem sobre o rio Tietê;
- Reconhecer a necessidade da preservação do Patrimônio Histórico e Natural;
- Promover o enfoque do controle ambiental de forma globalizante, analisando o meio ambiente de forma integral em seus aspectos físico, biótico e sócio-econômico-cultural.
3ª etapa: Responder as questões
Nesta etapa você deverá analisar os problemas propostos nas questões, respondê-las e entregar ao professor respectivo por e-mail e em CD R-W na data marcada.
4ª etapa: Conclusão pessoal
Você deverá redigir sua conclusão, com linguagem objetiva e coerente com
suas pesquisas, digitada em Arial 12. Entregar para os Professores de
Português, em folha timbrada da escola, em data posteriormente marcada.
5ª etapa: Encerramento
Montagem e apresentação dos trabalhos com temas afins sob a supervisão dos professores de Português e Arte.

AS QUESTÕES
QUÍMICA
- CONDIÇÕES DOS SOLOS PARA O CULTIVO DE CANA-DE-AÇUCAR
A cana-de-açúcar possui um sistema radicular (raízes) diferenciado em relação à exploração das camadas mais profundas do solo quando comparado com o sistema radicular das demais culturas, principalmente as anuais. Por ser uma cultura com ciclo de cinco a sete anos, o seu sistema radicular se desenvolve em maior profundidade e assim passa a ter uma estreita relação com pH, saturação por bases, porcentagem de alumínio e teores de cálcio nas camadas mais profundas do solo. E estes fatores, por sua vez, estão correlacionados com a produtividade alcançada principalmente em solos de baixa fertilidade e menor capacidade de reter umidade. (...)
A calagem pode apresentar efeito positivo, mas também negativo quando provocar desequilíbrio entre os nutrientes. Normalmente, quando os efeitos da calagem não são os esperados, verifica-se, quase sempre, haver problemas ou na dose utilizada ou na forma de distribuição e na forma e profundidade de incorporação. (...)
A calagem apesar de ser procedimento já consagrado e conhecido, requer de quem a executa especial atenção, uma vez que os erros podem ser cumulativos e o problema se agravará de tal forma que o efeito que deveria ser positivo passa a ser prejudicial ao desenvolvimento das plantas.
Luiz Alberto Staut - Pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste, Dourados-MG
Como é feita a calagem do solo e para que serve? Quais são as substâncias químicas utilizadas?
2. O USO DE MATURADORES QUÍMICOS NA CANA-DE-AÇÚCAR
A cana-de-açúcar (Saccharum spp.) é cultivada no Brasil desde o século XVI, expandiu-se em nosso território nas últimas três décadas do século XX e, por conseqüência, o país é atualmente o maior produtor mundial de açúcar e de álcool.
Esta cultura possui a habilidade de utilizar o máximo de luz solar para a fotossíntese. Cada entrenó produz uma nova folha em cerca de dez dias, e uma folha mais velha morre, deixando um número constante de oito a nove folhas por colmo.
A gradativa queda de temperatura e redução das precipitações são determinantes para a ocorrência do processo de maturação, dessa forma, na região Sudeste do Brasil, o processo tem ocorrência natural a partir de abril/maio, com clímax no mês de setembro. Há efeito interativo entre luz solar, temperatura e diferentes variedades de cana-de-açúcar em resposta ao processo de maturação.
Fonte - APTA Regional
O que são e para que servem os maturadores químicos?
3. O setor de açúcar e álcool movimenta 6% do PIB e, segundo projeções da indústria sucroalcooleira, a produção deverá crescer 50% até 2010, tendo em vista as demandas internacionais e o crescimento da tecnologia flexfuel (motores de combustível flexíveis). Expandir o ramo pode ser bom para a economia brasileira, no que diz respeito à poluição atmosférica, o assunto é polêmico.
Jornal da USP
Qual impacto ambiental existe no cultivo da cana-de-açúcar?
4. ETANOL O MUNDO QUER. O BRASIL TEM
O álcool virou a principal estrela do mercado energético global -- e nenhuma economia tem tanto a ganhar quanto a nossa
Portal exame
Por Alexa Salomão e Marcelo Onaga
A negociação foi mantida em absoluto sigilo por seis meses e concluída com discrição. Na sala de janelas largas de um prédio comercial em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, estavam apenas o holandês Auke Vlas, representante da trading americana Cargill, maior comercializadora de alimentos do mundo, e o empresário Maurílio Biagi Filho, um dos mais importantes donos de usinas de álcool e açúcar do país. O encontro foi rápido -- Vlas trouxe os documentos já assinados e Biagi preencheu as poucas linhas que lhe foram reservadas. A partir daquele momento, o empresário retirou-se da Cevasa, indústria por ele fundada em 1999, e a Cargill finalmente assumiu o controle de uma usina no Brasil, após quase dois anos de tentativas. O detalhe mais revelador do negócio é o fato de a Cevasa não produzir um único grama de açúcar, apenas álcool combustível -- o etanol. Com a aquisição, a Cargill ingressa em um novo ramo de negócios no Brasil, o de energia. Sua principal concorrente, a Bunge, também tem feito prospecções no Brasil e, segundo especialistas, deve anunciar em breve uma compra semelhante.
O Brasil no centro da revolução energética
Nos últimos anos, uma forte escalada no preço do petróleo, principal produto da matriz energética global, tem levado o mundo a buscar alternativas. O álcool desponta como a principal promessa.
Considerando apenas as equações I, II e III abaixo, pode-se afirmar que o álcool etílico é um combustível renovável não poluente.
I ___ C 12 H 22 O 11 + ___ H 2 O
= ___ C 2 H 6 O + ___ CO 2
(produção do etanol por fermentação)
II ___ C 12 H 22 O 11 + ___ O 2
= ___ H 2 O + ___ CO 2
(combustão da sacarose, que é o inverso da fotossíntese)
III ___ C 2 H 6 O + ___ O 2
= ___ CO 2 + ___ H 2 O
(combustão do etanol)
Depois das equações balanceadas adequadamente, use as equações I, II e III para chegar à conclusão de que aquela afirmação sobre o álcool etílico está correta, demonstrando o seu raciocínio.
5. ÁLCOOL E DIREÇÃO NÃO DEVEM SE MISTURAR
Uma pesquisa, realizada pela Associação Brasileira de Detrans (Abdetran) em quatro grandes capitais brasileiras (Brasília, Curitiba, Salvador e Recife), no ano de 2001, apresentou resultados preocupantes: 61% das pessoas envolvidas em acidentes de trânsito tinham ingerido bebida alcoólica. No estudo, a capital federal Brasília apareceu como a recordista, com 77,4% dos casos.
A pesquisa também revelou que o jovem é sempre a maior vítima e que a maioria dos acidentes fatais acontece no final de semana, principalmente nas noites de sábado.
As reações provocadas no organismo pelo consumo de álcool são variadas. O sistema nervoso é alterado, podendo passar da euforia e excesso de confiança para a depressão total. Os reflexos, perigosamente comprometidos, tornam-se lentos, interferindo na capacidade de avaliar riscos e dirigir com segurança. O resultado é o risco iminente de acidentes, muitos deles fatais e colocando em risco a vida de outras pessoas que estejam utilizando a via, pedestres, outros motoristas e passageiros.
Fonte: Gazeta Digital
Para inibir a presença de motorista embriagados no trânsito, a polícia usa os chamados bafômetros. O motorista suspeito é obrigado a soprar através de um tubo ligado ao bafômetro, que indicará então o seu grau de embriaguez.
O tipo mais simples e antigo de bafômetro contém um cartucho com K 2 Cr 2 O 7 depositado sobre partículas de sílica gel umedecidas com H 2 SO 4 . Se o ar nele soprado contiver álcool, ocorrerá a seguinte reação:
___CH 3 CH 2 OH + ___K 2 Cr 2 O 7 +
___H 2 SO 4
=
___CH 3 COOH +___Cr 2 (SO 4 ) 3 + ___K 2 SO 4 + ___H 2 O
A maior ou menor alteração da cor do cartucho – do alaranjado para verde – indicará o maior ou menor grau de embriaguez do motorista.
Faça o balanceamento da equação, determinando os menores coeficientes possíveis.
6. A GASOLINA BRASILEIRA
A gasolina é uma mistura de hidrocarbonetos obtida a partir da destilação de petróleo, não sendo, portanto, uma substância pura. No Brasil, antes da comercialização, adiciona-se álcool anidro à gasolina. A mistura resultante é homogênea (monofásica).
A mistura água-álcool também é um sistema homogêneo (monofásico), com propriedades diferentes daquelas das substâncias que a compõem (densidade, ponto de fusão, ponto de ebulição, etc.). Já a mistura água-gasolina é um sistema heterogêneo, bifásico. Quando a gasolina (que contém álcool) é misturada à água, o álcool é extraído pela água e o sistema resultante continua sendo bifásico: gasolina-água/álcool.
O teor porcentual (volume a volume) de álcool na gasolina, T%, pode ser calculado utilizando-se a seguinte expressão:
T% = (V álcool / V inicial gasolina ) 100%
onde:
V álcool = 10,0 mL - V final gasolina
Note que na última fórmula, o volume 10,0 mL se refere ao volume inicial da mistura gasolina álcool (se este volume for alterado, a fórmula tem que ser modificada de acordo).
Por que se mistura álcool à gasolina?
Biologia
Custos de produção do Álcool
Os custos de produção do álcool são diretamente ligados à produtividade da lavoura da cana-de-açúcar e ao rendimento industrial do processo de produção do etanol. Nas últimas duas décadas, o desenvolvimento e a implantação de novas técnicas e tecnologias no setor sucroalcooleiro foram os grandes responsáveis pela redução nos seus custos de produção. (...)
Durante a década de 1980, o etanol, além de favorecer a redução das importações de petróleo e derivados, foi também um importante produto da pauta de exportações brasileiras. Todavia, a partir de 1989, houve um período de importações líquidas de etanol, em decorrência da crise interna de abastecimento. Nos últimos anos, o balanço voltou a ser de exportações líquidas e há clara tendência de que o Brasil deverá ser um significativo exportador desse produto, devido às vantagens comparativas da produção no país e à adoção de programas de uso do álcool combustível em diversos países como estratégia de melhoria ambiental. (...)
Fonte: Portal do biodiesel
1- Identifique três fatores que influenciaram na melhoria da produtividade da cana-de-açúcar.
2- De que maneira a biologia molecular agiliza o processo industrial de fermentação do caldo da cana-de-açúcar?
3- Justifique a afirmação: “O mapa genético (genoma) funcional da cana permite a formação de novas variedades de cana-de-açúcar, mais produtivas e menos suscetíveis à seca e a doença”.
4- Os países industrializados, conforme o Protocolo de Kyoto, terão de reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 5,2% com relação aos valores de 1990 até 2012. De que maneira as usinas de álcool e açúcar contribuem para a redução dessas emissões de gases?
5- Enumere as vantagens do etanol sobre os derivados do petróleo, do ponto de vista biológico.
História
Açúcar e escravos
A implantação de um negócio lucrativo
Para garantir a posse da terra, protegendo-a de ameaças estrangeiras, Portugal decide colonizar o Brasil. Mas, para isso, seria preciso desenvolver uma atividade econômica lucrativa que compensasse o empreendimento.
A solução encontrada pelo governo português foi implantar a produção açucareira em certos trechos do litoral, uma vez que o açúcar era um produto amplamente consumido na Europa. Por meio da cultura da cana, seria possível organizar o cultivo permanente do solo, iniciando o povoamento sistemático da colônia.
Além de experiência produtiva e de capitais, a produção açucareira necessitava de mão-de-obra para os engenhos.
Na etapa inicial da empresa açucareira, o colonizador utilizou-se do trabalho escravo indígena, considerando que havia encontrado solução relativamente barata e suficiente para atender a necessidade de mão-de-obra.
Entretanto, a partir do início do século XVII, ocorreu uma grande redução da população indígena em conseqüência das guerras dos colonos contra os índios e das sucessivas epidemias que os vitimavam. Isso, aliado a outros fatores, fez o colono português buscar formas alternativas de trabalho.
Utilizando uma experiência já havida no Portugal metropolitano e nas ilhas atlânticas, optou-se pela escravidão africana, originando um lucrativo tráfico de escravos entre as costas da África, a Bahia, Pernambuco e o Rio de Janeiro.
(retirado e adaptado de: Cotrim, Gilberto. História Global: Brasil e
Geral-volume único-6. ed. reform. – São Paulo: Saraiva, 2002.)
A ADMINISTRAÇÃO DE UM ENGENHO
Os senhores de engenho nem sempre administravam diretamente suas propriedades, por vezes transferindo essa tarefa a um feitor-mor (administrador-geral).
No documento reproduzido a seguir, de 1663, o senhor de engenho João Fernandes Vieira (proprietário de vários engenhos em Pernambuco e em outras capitanias do nordeste) determina as obrigações do feitor-mor, encarregado de administrar o “Engenho do Meio”.
Regimento que há de guardar o Feitor-mor de engenho para fazer bem sua obrigação e desencarregar bem sua consciência e, pelo contrário, dará conta a Deus e ficará obrigado a restituição ao dono da fazenda.
Confessar os negros : será obrigado todos os anos a mandar confessar toda a gente que estiver a seu cargo e todos os domingos e dias santos manda-los e fazer-lhes ouvir Missa, e as crianças que nascerem manda-las batizar a seu tempo; e necessitando algum escravo doente de confessor mandar-lho chamar e todos os sábados e de noite lhes mandar a ensinar as orações. (...)
Castigar os negros : o castigo que se fizer ao escravo não há de ser com pau nem tirar-lhe com pedras nem tijolos e quando o merecer o mandará botar sobre um carro e dar-se-lhe-á com um açoite seu castigo; e, depois de bem açoitado, o mandará picar com navalha ou faca que corte bem e dar-se-lhe-á com sal, sumo de limão e urina e o meterá alguns dias na corrente. (...)
Contar os negros : os negros serão contados todos os dias, e o que faltar se procurará logo por todas as vias.
Cuidado com a boiada : com os bois da fazenda haverá com eles grande cuidado em os mandar pastar pelos melhores pastores e se contarão todos os dias e o que faltar mandará logo procurar; do mesmo modo, serão curados de todas as feridas e bicheiras que tiverem (...).
Visitar as matas : terá obrigação de visitar as matas da fazenda e defende-las e ir a elas e saber por onde estão os marcos e não consentir que ninguém tire nada delas sem licença e, pra o saber, mandará vigiar todas as semanas pelo feitor ou por negro de cuidado. (...)
Cuidado com as casas : terá grande cuidado em todas as casas da fazenda para as mandar consertar e retalhar, e o mesmo fará às senzalas dos negros e fará que os lavradores façam o mesmo nas que têm a seu cargo.
Justificar a morte dos negros e bois : todo escravo que morrer justificará sua morte com gente da fazenda e de que morreu, e o mesmo será com os bois, para que de tudo haja clareza, e as crianças que nascerem fará assento delas.
João Fernandes Vieira. Regimento de feitor-mor de engenho (1663). In: Ivan Alves Filho. Brasil, 500 anos em documentos .
Rio de Janeiro, Mauad, 1999. p. 78-80.
1- Compare a situação dos escravos africanos, descrita acima, e as relações entre patrões e empregados na atualidade. Que diferenças podem ser apontadas?
NEGOCIAÇÃO E CONFLITO
Apresentamos, a seguir, trechos de um tratado proposto por um grupo de escravos rebeldes a um senhor de engenho de Santana de Ilhéus, Bahia.
Tratado proposto a Manuel da Silva Ferreira pelos seus escravos durante o tempo em que se conservaram levantados (c. 1789)
Meu senhor, nós queremos paz e não queremos guerra; se meu senhor também quiser nossa paz há de ser nessa conformidade, se quiser estar pelo que nós quisermos, a saber:
Em cada semana nos há de dar os dias de sexta-feira e de sábado para trabalharmos para nós não tirando um destes dias por causa de dia santo.
Para podermos viver nos há de dar rede, tarrafas e canoas. (...)
Os atuais feitores não os queremos, faça eleição de outros com a nossa aprovação. (...)
Poderemos plantar nosso arroz onde quisermos, e em qualquer brejo, sem que para isso peçamos licença, e poderemos cada um tirar jacarandás ou qualquer pau sem darmos parte para isso.
A estar por todos os artigos acima, e conceder-nos estar sempre de posse da ferramenta, estamos prontos para o servimos como dantes, porque não queremos seguir maus costumes dos mais engenhos.
Poderemos brincar, folgar, e cantar em todos os tempos que quisermos sem que nos impeça e nem seja preciso licença.
Tarrafa - tipo de rede de pesca.
João José Reis e Eduardo Silva. Negociação e conflito . Op. Cit. P. 123-124.
2- Com relação ao documento, identifique:
a) quem o elaborou;
b) quando foi elaborado;
c) a quem se destina.
3- Quais são as principais reivindicações dos escravos rebelados?
ENGENHO
Condições materiais e cotidiano dos escravos
Os escravos foram o elemento crucial na manufatura do açúcar. Suas condições de vida e trabalho são fundamentais para explicar a natureza da sociedade que se originou da economia açucareira.
No século XVII, muitos senhores de engenho aparentemente aceitavam a teoria da administração da escravaria mencionada por Antonil, segundo a qual os cativos necessitavam de três P , a saber: p au, p ão e p ano.
Castigos
Observadores estrangeiros, como John Nieuhoff, que visitou o Brasil no século XVII, falavam invariavelmente da brutalidade do regime escravista e informavam que os escravos brasileiros eram mal-alimentados, mal-abrigados e malvestidos.
Ocasionalmente, senhores eram presos quando seus crimes contra os cativos tornavam-se públicos. Franscisco Jorge foi detido por açoitar até a morte um escravo, mas seu apelo em 1678, dizendo que era um homem pobre com mulher e filhos e que a história era invenção de seus inimigos, conseguiu-lhe o perdão da Relação .
Caso semelhante ocorreu em 1737, quando Pedro Pais Machado, proprietário do Engenho Capanema, foi preso por matar dois escravos e um homem livre, um deles pendurado pelos testículos na moenda até a morte.
Pais Machado foi libertado após uma investigação judicial que atestou, entre outras coisas, que o réu era pessoa nobre, com obrigações de família. Nesse caso, os escravos eram de outro proprietário, mas Pais Machado aparentemente não relutara em puni-los com a morte pelo crime de haverem ferido um boi.
Relação – Tribunal de Justiça da Bahia.
Senzalas
O conforto material dos escravos de engenho era mínimo. As senzalas geralmente consistiam de cabanas separadas, de paredes de barro e telhado de sapé, ou, mais caracteristicamente, de construções enfileiradas divididas em compartimentos, cada um ocupado por uma família ou unidade residencial.
Vestuário
A vestimenta fornecida aos cativos era exígua. Observadores do século XVII muitas vezes descreveram os escravos como andando “nus” e constantemente expostos às oscilações do clima. Os homens normalmente usavam ceroulas que lhes cobriam até abaixo do joelho, andavam sem camisa e envolviam a testa com um lenço ou uma faixa. As mulheres tinham trajes mais completos, com sais, anágua, blusa e corpete, mas tal vestuário pode Ter sido usado apenas na hora da venda das cativas e não no trabalho do campo. Em geral dava-se aos escravos o “pano da serra”, um tecido grosseiro de fio cru.
Por volta do século XIX, os comentários e gravuras feitos por viajantes no Brasil deixavam claro que o vestuário dos escravos refletia as diferenças de ocupações e a hierarquia interna da senzala. Os que trabalhavam no campo eram em geral mais malvestidos que os servidores domésticos e os artesãos.
Alimentação
Os escravos comiam tudo o que lhes caísse nas mãos. Além de sua cota de comida, os escravos adulavam, mendigavam e roubavam por mais alimento.(...)
O Manual do fazendeiro, publicado por João Imbert em 1832, dá-nos uma idéia da ração de um escravo trabalhador dos campos. Esse autor demonstrava especial orgulho pela alimentação que fornecia a seus cativos e, portanto, podemos supor que ela fosse melhor que a da maioria. Os escravos de Imbert recebiam pão e um copo de cachaça ao saírem para o campo. Às nove da manhã, paravam para uma refeição composta de arroz, toucinho e café.
O jantar era comido no campo, e consistia de carne-seca e legumes, embora ocasionalmente houvesse carne fresca. Ao anoitecer, comia-se uma ceia de legumes cozidos, farinha de mandioca e frutas. (...)
Stuart Schwartz. Segredos internos-Engenhos e escravos na sociedade colonial,
1550-1835. Op. Cit. P. 122-127-adaptado.
4- Qual o papel do escravo africano na vida colonial?
Inglês

- Point out some good reasons to believe in a favourable prospects for cane sugar producing countries such as Brazil.
- Explain the havesting and what is the environmental effects.
- Why is Brazil so important in the process of renewable energy?
- What can be done to the fibre from crushing the sugar cane?
Geografia
O Programa Brasileiro do Álcool, o Proálcool, é um exemplo de como uma intervenção do governo pode produzir importante mudança no uso de energia de um país sem afetar o mercado. Subsidiando a produção de cana e determinando uma porcentagem de mistura obrigatória de álcool na gasolina, o governo federal conseguiu transformar o país num caso de sucesso de combustível alternativo, que o governo começou a tentar replicar com o chamado biodiesel – óleos vegetais combustíveis, como o de soja e o de mamona.
Claro, o impacto ambiental e social do Proálcool não pode ser desprezado. Para que o “milagre” do etanol acontecesse, o governo acabou estimulando a devastação da mata atlântica, hoje um dos biomas mais ameaçados do mundo. E as condições de trabalho dos bóias-frias nas usinas de São Paulo e do Nordeste não sofreram melhora significativa. Lições que o resto do mundo precisa aprender antes de mergulhar de cabeça nos biocombustíveis.
Ciências- Dilemas e desafios- Cláudio Ângelo.

1. O que foi o Programa Nacional do Álcool (Proálcool)?
2. Discuta como o contexto político internacional, na década de 70, influenciou na implantação do Programa Nacional do Álcool (Proálcool) no Brasil.
3. Como o governo brasileiro administrou e estruturou o Proálcool no que se refere à sua produção e consumo?
4. Quais as implicações da implantação do Proálcool na questão agrária brasileira?
Matemática
Existe um país do mundo que desenvolveu uma tecnologia capaz de fazer combustíveis brotarem do solo, literalmente. Essa tecnologia existe desde o fim dos anos de 1970. Hoje, o mundo inteiro está voltando os olhos para esse país para tentar copiar sua tecnologia.
Esse país é o Brasil. E o combustível que ele produz é o etanol, ou álcool etílico, principalmente da cana-de-açúcar. Desde o ano de 2000, a produção de etanol combustível dobrou no planeta. A adoção da tecnologia do motor a álcool, no fim da década de 1970, contribuiu tanto para essa disseminação quanto para reduzir drasticamente a quantidade de poluentes como o chumbo (emitido pela queima da gasolina) no ar das grandes cidades brasileiras. A adoção dos motores flex-fuel , que funcionam tanto com álcool quanto com gasolina, a partir de 2004, também foi decisiva. Em 2005, quase metade dos carros novos produzidos no país eram flex .
Ciências- Dilemas e desafios- Cláudio Ângelo.
1- Você deve coletar dados sobre o consumo de um carro flex.
- Encher o tanque com gasolina e marcar a quilometragem.
- Quando abastecer novamente, encher com álcool e marcar a quilometragem.
- Ao terminar o combustível marcar a quilometragem.
E responder às questões:
a- Qual foi o gasto do carro por litro de gasolina?
b- Qual foi o gasto do carro por litro de álcool?
c- Analisar em função dos dados acima, qual é o mais barato?
d- Verificar o custo-benefício do combustível.
e- Em função do “custo-benefício”, o que você acha melhor para ser usado?
f- Em função do “custo-ambiente”, quem contribui mais para o aquecimento global?
2- Analise o seguinte gráfico:

E responda às questões:
a) Qual a porcentagem da produção de São Paulo em relação ao Brasil?
b) Qual a importância desta porcentagem para a economia brasileira?
Física
Albert Einstein descobriu, em 1905, que matéria e energia são conversíveis segundo a equação
E = mc² , ou seja, a energia (E) é igual à massa (m), multiplicada pela velocidade da luz (c) ao quadrado (²). O quadrado da velocidade da luz (300 mil quilômetros por segundo) é um número muito, muito grande, um 9 seguido de dez zeros. Isso significa que mesmo pequenas quantidades de massa possuem uma energia enorme. Isso se deve às forças que mantêm unidos os átomos. Romper os núcleos desses átomos, ou fazê-los se fundirem aos núcleos de outros átomos, libera essa energia armazenada. A energia liberada na fusão de 1 quilo de hidrogênio em hélio no núcleo das estrelas, por exemplo, equivale à queima de 20 mil toneladas de carvão. A energia liberada na fissão (quebra) de uns poucos gramas do mineral urânio produziu uma bomba atômica que matou 100 mil pessoas na cidade japonesa de Hiroxima, em 1945. Infelizmente para nossas necessidades energéticas, mas felizmente para nossa sobrevivência, a maioria dos átomos é extremamente estável e prefere não sair por aí se rompendo. A Terra tampouco possui a gravidade esmagadora de uma estrela como o Sol, portanto os átomos não se fundem em sua superfície. É preciso procurar energia em outros lugares.(...)
Ciências- Dilemas e desafios- Cláudio Ângelo.
1. O que é energia?
2. Na natureza, podemos encontrar vários tipos de energia e há diferentes formas de energia que podem ser transformadas. Pesquise e cite pelo menos 6 tipos de energia.
3. Atualmente, as fontes produtoras de energia são divididas em dois grandes grupos:
• Fontes renováveis: eólica, solar, biomassa, hidráulica, geotérmica, das ondas do mar, hidrelétricas.
• Fontes não renováveis: combustíveis fósseis (petróleo, carvão mineral, xisto, gás natural) e nuclear.
Pesquise e explique cada tipo de fonte citado
4. A partir da revolução industrial e principalmente no século XX, o consumo de energia mundial aumentou, além de ter ocorrido uma diversificação das fontes fornecedoras. O grande desafio atual é achar novos caminhos para uma utilização racional e não predatória das fontes energéticas.
Você acredita que a reativação do proálcool é uma possível resposta a esse desafio?
Ética e Cidadania
Cortadores de cana têm vida útil de escravo em SP
O novo ciclo da cana-de-açúcar está impondo uma rotina aos cortadores de cana que, para alguns estudiosos, equipara sua vida útil de trabalho à dos escravos. É o lado perverso de um setor que, além de gerar novos empregos e ser um dos principais responsáveis pela movimentação interna da economia, deve exportar US$ 7 bilhões este ano.
Ao menos 19 mortes já ocorreram nos canaviais de São Paulo desde meados de 2004, supostamente por excesso de trabalho. Preocupados com as condições de trabalho e com a repercussão das mortes, as usinas estão mudando o sistema de contratação desses trabalhadores, antes terceirizados.(...)
Aparecida de Jesus Pino Camargo, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Piracicaba (SP), diz que a maioria dos cortadores de cana está na faixa de 25 a 40 anos, mas que há cada vez mais jovens na atividade, com até 18 anos.(...)
A situação começa a melhorar. Com pressão do Ministério Público, as usinas estão fazendo exames admissionais e adotam várias medidas de proteção aos trabalhadores.
Folha de S. Paulo, 29/04/2007
1. “Segundo a socióloga Maria Aparecida de Moraes Silva, da Unesp, a vida útil de um cortador de cana hoje é de cerca de 12 anos, parecida com a do escravo no final da escravidão no Brasil .”
Discuta as condições gerais de trabalho dos bóias-frias no corte e colheita da cana nas fazendas.
2. Quais as conquistas nas últimas décadas que os trabalhadores do campo tiveram dentro da legislação?
Itens a serem pesquisados:
- Remuneração
- Tempo de trabalho
- Aposentadoria
- Questão da saúde
- Alimentação
FONTES DE PESQUISA
www.agrobyte.com.br/cana.htm
www.cana.cnpm.embrapa.br
www.geocities.com/atine50/cana/cana.htm
www.udop.com.br
www.unica.com.br/pages/agroindustria_alta.asp
www.biologico.sp.gov.br
www.globo.com/noticias
www.seag.es.gov.br/cana.htm
www.demec.ufmg.br/disciplinas/ema003/liquidos/gasolina/gasolina.htm
www.mct.gov.br/index.php/content/view/4069.html
www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/020814_energia5ae.shtml
www.estadao.com.br/ext/ciencia/arquivo/matriz/
www.unioeste.br/projetos/unisol/projeto/c_agricola/p_acidez_e_calagem.htm
www.propg.ufscar.br/publica/4jc/ixcic/UFSCar/Agrarias/879-nascimento.htm
www.agronline.com.br/agronoticias/noticia.php?id=147
www.tvcultura.com.br/aloescola/historia/cenasdoseculo/nacionais/proalcool.htm
www.revistapesquisa.fapesp.br/?art=31828bd=1&1g=-30k-
www.unicamp.br/unicamp/canal_aberto/clipping/dezembro2004/clipping041202_valor_economico
www.biologico.sp.gov.br/artigos_tecnicos/cana_acucar.htm
www.biodieselbr.com/proalcool/proalcool-aspectos-economicos.htm
www.única.c o m.br/pages/alcool_impactoambiental.asp
www.agroanalysis.com.br/index.php?area=conteudo&esp_id=3&from=especial
www.sucrose.com/cane.html
www.wikipedia.org/wiki/sugarcane
www.washingtonpost.com/wp-dyn/content/article/2005/06/17/AR2005061701440.html
www.mre.gov.br
www.conjur.estadao.com.br/static/text/53244,1
www.usp.br/jorusp/arquivo/2005/jusp738/pag1011.htm
www1.dnit.gov.br/aplweb/sis_siaet/legislacao.asp
www2.camara.gov.br/homeagencia/materias.html?pk=%2090576
www.pmmg.6rpm.mg.gov.br/noticia/exibir_noticia.asp?NoticiaID=8377
www.senado.gov.br/web/senador/odias/trabalho/Discursos/Discursos/Discurso2000/001031.htm
www.midiaindependente.org/pt/blue/2005/10/332375.shtml
www.edp.pt/EDPI/Internet/PT/Group/Sustainability/ClimaticChange/FontesEnergia.htm
www.guiafloripa.com.br/energia/
www.eolica.com.br/energia.html
www.cnen.gov.br/
www.ebanataw.com.br/roberto/energia/index.htm
www.greenpeace.terra.com.br/energia/
Hemeroteca do Colégio João XXIII.
Fontes de Energia -Ed. Harbra- Coleção Conhecendo A Terra.
Ciências : Dilemas e desafios – Cláudio Ângelo - Ed. Salesiana
Ecologia e cidadania – Carlos Minc – Ed. Moderna
Energia nossa de cada dia – Valdir Montanari – Ed. Moderna
CONCLUSÃO
O Proálcool representou a iniciativa de maior sucesso mundial na substituição de derivados de petróleo no setor automotivo, mediante o uso do álcool como combustível único nos veículos movidos à álcool hidratado. Ainda hoje há cerca de 4 milhões de veículos que utilizam exclusivamente este derivado da cana como combustível, representando 40% da frota nacional. E não se deve esquecer o importante papel desempenhado na solução do problema da octanagem da gasolina, substituindo o chumbo tetraetila, altamente prejudicial à saúde humana, na mistura gasolina -álcool (gasohol), hoje aceita e usada em praticamente todo o mundo. Atualmente, é baixa a produção de veículos novos a álcool, mas a recente elevação dos preços internacionais do petróleo cria perspectivas promissoras para o álcool combustível. Mais ainda porque o álcool tem tido seu reconhecimento na comunidade internacional como uma das possíveis soluções aos problemas ambientais destacando-se como um dos melhores candidatos a ser apoiados com políticas de financiamento (Mecanismos de Desenvolvimento Limpo - MDL), segundo o estabelecido no Protocolo de Kyoto.
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